Nutrição do nascimento aos 4 ou 6 meses(I): Lactação materna

Nutrição do nascimento aos 4 ou 6 meses(I): Lactação materna

Sugestões para alimentar correctamente o seu filho dos 0 aos 6 meses:

O leite materno exclusivo é o melhor alimento que se pode oferecer a um recém-nascido ou lactente durante os 6 primeiros meses de vida.

à o alimento mais completo graças à sua composição e proporciona uma nutrição óptima e saudável que protege a criança de numerosas doenças:

- Diminui a incidência e/ou a gravidade de múltiplas infecções (gastrenterite, infecções das vias respiratórias, otite, bacteriemias, meningite, infecções urinárias, entre outras).

- Tem um efeito protector contra o síndroma de morte súbita, a diabetes, a doença de Crohn, o linfoma e outras doenças crónicas e alérgicas.

A lactação artificial, nos casos em que a mãe decida livremente que é a alimentação mais conveniente para o seu filho, ou naqueles em que não possa amamentar por razões médicas, psicológicas ou laborais, fornece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento completo do bebé.

A lactação materna tem também importantes aspectos benéficos para a mãe:

- Diminuição da hemorragia pós-parto.
- Redução mais rápida do tamanho do útero.
- Atraso da primeira ovulação pós-parto.
- Melhor remineralização óssea com diminuição do risco de fracturas durante a menopausa.
- Diminuição do risco de cancro da mama e de ovário pré-menopáusico.


Lactação materna

1- Recomendações gerais:

- Iniciar a lactação o mais cedo possível, na sala de partos ou na primeira hora de vida. Ã o momento em que o recém-nascido está mais desperto, com um reflexo ou instinto de sucção vigoroso, antes de entrar num sono profundo. Também é importante porque estimula uma subida de leite precoce.

- Para potenciar ao máximo os seus efeitos benéficos é importante alimentar o lactente exclusivamente com leite materno até aos 6 meses e continuar, no mínimo, até ao primeiro ano de vida. Aos 6 meses, pode-se introduzir outros nutrientes apesar de se continuar a dar o peito.

- Toda a mãe está capacitada para dar o peito ao seu filho ou à sua filha. Não se deve ligar ao mito que alguns leites podem não ser bons. Isso é falso! Apenas em casos excepcionais se desaconselha a lactação materna:

- Crianças diagnosticadas com galactosemia.
- Mãe que consome drogas.
- Mãe com tuberculose não tratada.
- Mãe H.I.V. positivo em países desenvolvidos.
- Mãe que toma certos medicamentos: antimetabólitos, quimioterapia, ... (consultar o pediatra ou ginecologista).

- Os primeiros dias podem ser difíceis, tanto para a mãe como para o recém-nascido, visto que ambos têm muito a aprender. Mas, com coragem, paciência, calma e bons conselhos consegue-se uma lactação satisfatória na grande maioria dos casos.


2- Conselhos para levar a cabo uma lactação correcta e satisfatória.

- Iniciar um contacto precoce. Se possível, na sala de partos ou na primeira hora de vida.

- Colocá-lo ao peito quando quiser. Para facilitar, recomenda-se que o recém-nascido permaneça com a mãe durante o máximo de tempo possível no quarto, começando já no próprio hospital. Há crianças muito tranquilas (poucas) que dormem profundamente e não pedem de comer. Nestes casos, recomenda-se acordá-las a cada 3-4 horas para lhes oferecer o peito.

- A duração das mamadas é variável e é determinada pela resposta do recém-nascido. Não pelo relógio. Ao princípio, podem necessitar de 20-30 minutos em cada peito e, posteriormente, 5 minutos podem ser suficientes. Não se esqueça que cada criança é diferente.

- A concentração de gordura é mais alta no final de uma mamada, pelo que é importante deixar que um peito esvazie completamente antes de lhe oferecer o outro. Há crianças que ficam satisfeitas com um só. Se conseguirmos que tomem leite mais rico em gorduras ficarão mais saciadas e poder-se-á espaçar mais as mamadas.

Posição correcta:

- Boca aberta aprox. 180º
- Lábios a fazer bico.
- Toda a auréola ou boa parte dela dentro da boca.
- Não fazer a pinça (obstrui os canais do leite). Fique tranquila: não vai sufocar!
- Colocar o recém-nascido de maneira a que o mamilo fique ao nível do nariz ou do lábio superior do bebé.
- Barriga mãe-barriga recém-nascido. Esta é a posição convencional. Para outras posições, peça conselho ao especialista.

Evitar o uso de chupetas e de bicos artificiais, pelo menos durante as primeiras semanas. A maneira como se agarram a estes é diferente da posição correcta de mamar e isso dificultará a sua aprendizagem e fará com que fiquem confusos.


3- Como saber se o bebé se está a alimentar de forma suficiente?

- Durante o primeiro e segundo mês, o recém-nascido pode mamar entre umas 6 a 12 vezes ao dia, entre 20-30 minutos em cada peito ou num só. Em geral, o número de mamadas e a duração das mesmas começam a diminuir a partir do terceiro-quarto mês de vida.

- Deve molhar 5 ou mais fraldas em 24 horas. As fraldas são, em geral, muito absorventes pelo que se reconhecerá a presença de urina pelo aumento de peso das fraldas usadas.

- Realiza evacuações frequentes no início mas pode ser normal entre 1 cada 2 dias e 6-7 ao dia. As evacuações normais iniciais são líquidas com grumos que irão adquirindo mais consistência progressivamente. A cor pode ir de amarelo claro a verde ocasionalmente.

- Tem os olhos brilhantes, está alerta e tem boa cor.

- Aumenta de peso entre 100-150 mg por semana, em média. No entanto, este aumento pode variar muito de semana para semana, pelo que não devemos alertar-nos se numa semana aumentar apenas 50 (no contexto de uma criança que está a comer e a urinar bem) pois, possivelmente, na semana seguinte compensará com um aumento maior de peso. Ã importante pesar a criança sem roupa e sempre na mesma balança.
Não comparar o aumento de peso de uma criança com o de outra. Cada criança tem a sua própria velocidade de crescimento.

- As crianças alimentadas com biberão não aumentam mais de peso do que as alimentadas com lactação materna.

- Não dar o biberão depois do peito apenas para comprovar se ficou com fome. Há crianças com grande necessidade de sucção que tomarão o biberão sem terem fome.


Pode ser necessário dar vitamina D aos lactentes cuja mãe seja deficitária nesta vitamina, em crianças que não estão suficientemente expostas ao sol.

Em caso de anemia ou falta de ferro nos seus depósitos corporais, alguns lactentes devem receber suplementos de ferro.

Dar-se-á vitamina D e vitaminas aos lactentes prematuros e ferro àqueles que tiverem nascido com baixo peso para a sua idade gestacional, por indicação e sob a orientação do pediatra ou do neonatologista.

Consultar o pediatra se:

- Não aumentar 100-150 g por semana e/ou perder peso.
- Houver menos de 5 fraldas molhadas por dia.
- Rejeitar o alimento durante várias mamadas consecutivas.
- Realizar menos de 1 evacuação em 24-48 horas, seca e/ou muito escassa (apesar que realizar 3 ou 4 evacuações abundantes por semana pode ser normal a partir dos 2-3 primeiros meses)
- A criança estiver menos activa, com olhos encovados, muito irritadiça ou com má cor.


4- Problemas no início ou durante a lactação materna.

Mamilo plano ou invertido

A lactação é possível pois o mamilo desempenha um papel passivo durante a lactação.
Mas, de facto, pode ser mais difícil em certos casos.
- Estimular o mamilo com os dedos ou com uma bomba.
- Esvaziar ligeiramente o peito, manualmente, antes de começar.
- No caso de ter dificuldades iniciais, enquanto se dá tempo ao recém-nascido para que aprenda, pode-se iniciar a lactação e mantê-la com a ajuda da bomba.
- Evitar os bicos artificiais.

Mamilo doloroso - Gretas

Pode evitar-se com uma boa posição.
Não permita que o lactente sugue se não estiver numa posição correcta e se só sugar o mamilo.
Uma vez que tenham aparecido:
- Antes de mais nada, paciência. Vão desaparecer!
- Observar se existe uma boa posição. Em caso de dúvidas, consultar o pediatra ou o especialista.
- Não utilizar nem sabão nem protectores impermeáveis no mamilo e na auréola.
- Espremer manualmente um pouco de leite antes de começar.
- Não retirar o leite que ficar no mamilo depois de uma mamada. Ã curativo e protector.
- Deixar secar os mamilos ao ar ou, então, com um secador de ar morno durante 2-3 minutos a 10-15 cm de distância.
- Evitar bicos artificiais.
- Começar a mamada pelo mamilo menos doloroso.
- Utilizar maneiras diferentes de colocar o lactente.
- Analgésico oral 30 minutos antes da mamada.
- Pode-se pedir pomada antibiótica e/ou corticóides em casos extremos (Consulte o pediatra.)

Ingurgitação mamária

Produz-se quando não existe um esvaziamento eficiente da mama, local ou generalizado. Ã muito doloroso. Consulte o pediatra e o ginecologista, mas tente:

- Corrigir a posição. Se tiver dúvidas, peça conselho.
- Analgésico oral ou intramuscular 30 minutos antes da mamada
- Aplicação de frio entre mamadas (compressas, saco de gelo, saco de legumes congelados, folha de couve)
- Mudar a posição do lactente.
- Dar o peito frequentemente para facilitar o esvaziamento.
- Realizar uma massagem na mama e aplicação de calor local ou duche quente para favorecer o reflexo de ejecção antes da mamada.
- Completar o esvaziamento da mama ao completar a mamada (manualmente ou com a bomba)


5- Bomba:

Utilizada para a extracção de leite. O leite pode utilizar-se imediatamente ou guardar no frigorífico durante 24h ou congelar durante 3-4 meses. Informe-se! Recomenda-se a bomba eléctrica (disponíveis para aluguer).
Eficaz para as mulheres:
- Que têm demasiado leite, permitindo assim aliviar a plenitude mamária e conseguir que o bebé possa mamar comodamente.
- Que retomam o trabalho; dispor do leite permitir-lhe-á deixá-lo ao cuidado de outras pessoas mantendo a lactação materna durante o período desejado.
- Manterem a produção de leite se o lactente padecer de algum problema que temporariamente o impeça de mamar.
- Que sofrem de ingurgitação mamária ou mastite para facilitar o esvaziamento do peito.

Existem Grupos de Apoio à Lactação Materna constituídos por pessoas especialistas (mães, profissionais...) , com formação e com experiência para ajudar a resolver dúvidas e problemas.
Informe-se!
 

 

o doce

Embora a sua função seja simples, através do sabor obtêm-se informações complexas. Por exemplo, às poucas horas do parto, o bebé é capaz de utilizar o sabor para distinguir diferentes tipos de açúcar e diferentes concentrações do mesmo tipo.

Além do doce, o bebé pode distinguir outras duas categorias básicas do sabor:

- Ácido
- Amargo


Prefere sempre o doce

Quando detecta sabores ácidos e amargos, comunica-o: franze o nariz, por vezes deita a língua de fora e pode acontecer que se mostre um pouco chateado, inclusive que chore. (Este tipo de conduta protege o bebé de possíveis perigos: evita que engula substâncias tóxicas ou podres e informa-a a si da sua presença.)


Desconhece o salgado

No entanto, é totalmente indiferente ao sabor salgado, pelo menos ao princípio. Isto muda aos quatro meses, momento em que as proteínas sensíveis ao sódio emergem nas células gustativas.

Embora a percepção do sabor seja inata, o critério acerca do que é comestível aprende-se. Pouco a pouco, através dos pais e da sua própria experiência, as crianças pequenas aprendem o que devem e o que não devem comer.


Sentir-se bem

Enquanto está em idade pré-escolar, e inclusive na idade adulta, o bebé continua a sentir sensações de prazer perante os alimentos doces. O seu consumo fá-lo sentir-se bem, literalmente. Os estudos indicam que os receptores bucais do doce estão ligados a zonas do cérebro que controlam a libertação de substâncias químicas (endorfinas) que provocam prazer e bloqueiam a dor. O sabor das coisas doces activa directamente essas partes do cérebro do bebé. Os adultos também gostam dos alimentos doces e pela mesma razão.

Não se esqueça de que os alimentos doces proporcionam uma grande quantidade de energia ao bebé, que necessita deles. Durante os seus três ou quatro primeiros meses de vida, o bebé duplica de peso. Para isso é preciso trabalhar muito e as calorias extra que o açúcar contém ajudam-no a conseguir o que é essencial para o seu bem-estar.

O açúcar também reduz os choros, põem-no alerta e fomenta a sua coordenação buco-manual. Chuchar acalma-o e o sabor doce incentiva-o a chuchar. O bebé aprende cedo que pode obter o mesmo efeito (um prazer tranquilizador) chuchando as mãos ou uma chupeta.

Deve evitar molhar a chupeta em açúcar ou mel para acalmar o bebé, devido ao risco de cáries dentárias ou de criar hábitos pouco saudáveis em relação à alimentação.


Na variedade é que está o gosto

Precisamente, para que haja mais sabores interessantes, a consistência do leite materno muda conforme a hora do dia. O leite menos gordo é o que é produzido ao princípio do dia e o mais gordo é produzido no final das mamadas e pela tarde. Além disso, o leite materno muda à medida que o bebé cresce, para satisfazer uma maior necessidade de proteínas e minerais.

O leite materno também muda de sabor segundo a dieta da mãe. Há quem acredite que é esta variação que predispõe o bebé a preferir a cozinha própria da sua cultura. Outros dizem que um bebé lactante cuja mãe consome alimentos com grande variedade de sabores converte-se numa criança disposta a provar muitos alimentos diferentes.

Algo que as mães lactantes devem limitar ou evitar é o consumo de álcool, que se detecta no leite materno em apenas 30 minutos. O álcool faz com que o leite adquira um odor mais doce, de modo que o bebé chucha mais e tenta beber mais. Mas na realidade engole menos leite e, consequentemente, é provável que durma menos. Embora o mais seguro seja a abstinência total.

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