O olfacto

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O olfacto

Se a sua vida dependesse de saber encontrar uma determinada pessoa num quarto escuro cheio de estranhos, conseguiria fazê-lo?

O seu bebé sim é capaz de o conseguir, utilizando apenas o nariz.

O recém-nascido que sustém nos braços, a quem está apenas a começar a conhecer, já a reconhece pelo seu cheiro. Inclusive no escuro, voltar-se-á para si. Se estiver a dar-lhe o peito, isto estimulará a sua produção de leite. Como o bebé já consegue identificar o odor da mãe, volta-se para ela para satisfazer a fome.

O seu aroma característico e familiar tranquiliza-o. Após o duro esforço do parto, o bebé relaxa ao seu lado, uma vez que associa o seu odor ao conforto e à protecção dos seus braços. O odor proporciona ao bebé muitas e importantes sensações acerca do seu ambiente imediato que lhe dão segurança. Além disso, o sentido do olfacto desempenha uma função social importante na vida dele e também na sua. O odor maravilhoso a recém-nascido mantém-na próximo, brinca com as suas emoções. O doce aroma do seu bebé também prende outras pessoas, que também gostarão muito de lhe pegar e fazer-lhe festas. Apenas com a força do odor, obtém o que necessita: carinho e atenção.


à químico, é primitivo

à doce, não é

à reflexo, é independência

Em última instância, o olfacto ajuda o bebé a adquirir independência. Como?

à memória, é ligação

à químico, é primitivo

O sentido do olfacto, como o do gosto, é um sentido 'químico', porque começa com uma resposta nervosa perante determinadas moléculas presentes no ambiente. O olfacto e o gosto são o que os científicos chamam 'sentidos primitivos', porque inclusive os organismos unicelulares conseguem cheirar as substâncias químicas de que necessitam para sobreviver através do odor. Observe pelo seguinte prisma: o seu bebé tem olfacto para o alimento e conforto. Não está mal para uma criança que só tem um dia de vida!

O seu agudo sentido do olfacto também ajuda o novo membro da família a reconhecer os outros. Depois do peito, o colo da mãe ocupa o segundo lugar entre os odores mais apreciados, já que é sobre ele que o seu rosto descansa quando pega nele na vertical, com as fossas nasais dele coladas à sua pele. O recém-nascido chegará a reconhecer o odor do pai deste modo e, se deixar que peguem nele, também dos irmãos. Quanto mais prática adquirirem a pegar no bebé, mais fácil é para este reconhecer os seus odores e mais satisfatório será para eles (e para o pequeno) pegá-lo entre os seus braços.


à doce, não é

O recém-nascido respira profundamente para inalar melhor os aromas da banana, da baunilha, do açúcar e, claro, do leite. Os odores doces (de outras substâncias e dos próprios bebés) permitem às crianças e aos pais desfrutarem dos prazeres da intimidade. Isto deve-se ao facto de todos gostarmos de estar próximos das coisas que têm odores doces.

Talvez observe que o seu bebé se afasta de alguns odores, como da carne estragada ou das substâncias químicas tóxicas. Alguns cientistas especulam acerca da possibilidade deste reflexo ter a mesma função que os enjoos matinais durante a primeira fase da gravidez: evitar alimentos e substâncias que possam ser perigosos.

Talvez seja um sentido primitivo, mas os bebés utilizam o olfacto de uma forma surpreendentemente sofisticada. Já no segundo mês de vida, conseguem distinguir diferentes tipos e intensidades de odores. Os bebés reagem aos odores esperneando, chuchando, chorando ou alterando o ritmo da sua respiração. Embora nem toda a gente esteja de acordo, alguns investigadores acreditam que os recém-nascidos mostram a sua aprovação a certos odores relaxando a cara e a sua desaprovação franzindo-a.


à reflexo, é independência

Embora o bebé consiga distinguir entre diferentes odores, as suas reacções parecem ser mais reflexas do que deliberadas ou conscientes. Chega-se a esta conclusão porque os odores também o fazem mexer e mudar a respiração quando está a dormir. Mas os bebés parecem ser capazes de suportar os odores: se um odor desagradável permanece no ambiente durante algum tempo, deixam de reagir a ele. Isto é que se chama habituação.

Mas à medida que vão crescendo, a reacção do bebé aos odores vai-se tornando mais calculada, consciente e dependente da sua vontade. A criança aprende por experiência a julgar se as coisas cheiram bem ou mal. Aos três anos de idade, será capaz de expressar algumas das suas opiniões. E aos seis ou sete anos, dir-lhe-á muito mais claramente.


Em última instância, o olfacto ajuda o bebé a adquirir independência. Como?

Às 24 semanas, o feto pode absorver os odores presentes no líquido amniótico; este é o princípio do seu sentido do olfacto.
Após o parto, o bebé utiliza esta habilidade para identificar o odor da mãe, que reconhece de quando ainda estava no seu ventre.
Embora o recém-nascido prefira e necessite de estar consigo, o odor ajuda-o a iniciar uma certa emancipação. Parte do conforto que costumava encontrar apenas no seu aroma, começará a encontrá-lo no dele próprio e depois nas coisas impregnadas com ele.
O seu cobertor mais suave, que tem a saliva e o odor dele, é-lhe familiar e tranquiliza-o, embora não seja você. Esta é a razão pela qual, quando for um pouco maior, começará a arrastar o cobertor por aí em vez de se agarrar à sua perna. Agora tenta experimentar coisas por si próprio, com uma pequena ajuda de uma mão amiga. (Não tenha demasiada pressa em lavar o seu cobertor adorado; quanto mais cheirar, melhor.)


à memória, é ligação

O poder do odor afecta a memória, também nos adultos. Pare um momento e lembre-se o que ocorre quando cheira lilases no Inverno. De repente é Primavera, tem oito anos e vai a toda a velocidade na sua nova bicicleta. Ou quando cheira o pão acabado de sair do forno, a imagem da cara da sua avó aparece perfeitamente desenhada na sua mente, inclusive depois de muitos anos. O odor é assim: é capaz de desencadear a recordação.

Já desde o nascimento (talvez até antes), o bebé estabelece ligações e começa a formar opiniões através do seu sentido de olfacto. Ajuda-o a saber quem é ele próprio e o que é importante e onde estão essas coisas tão importantes para lhe proporcionar segurança. Em última instância, ajuda-o a recordar momentos intensos. E você? Você recordará para sempre o doce odor de recém-nascido.

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