Como as crianças com mais de 6 anos devem aprender a fazer xixi.

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Como as crianças com mais de 6 anos devem aprender a fazer xixi.

O alcance do controlo da bexiga é considerado um desafio no processo de maturação infantil. A maioria das crianças consegue controlar os esfíncteres de forma gradual para progredirem no controlo voluntário por volta dos seis anos de idade.
 
A urina, cuja principal função é a de transportar os resíduos líquidos do organismo, forma-se no rim, de onde desce até à bexiga e se acumula para ser expelida para o exterior de forma periódica através do acto de urinar. A bexiga é um músculo que, à medida que se vai enchendo de urina, vai aumentando de tamanho, como se fosse um balão. Da bexiga passa para a uretra (canal que conduz a urina para o exterior), que é regulada por um esfíncter que desempenha as funções de uma torneira, que abrimos e fechamos permitindo a função de urinar.
 
A capacidade para urinar ou inibir a micção é um processo evolutivo condicionado por factores genéticos, orgânicos e funcionais.
 
  • Entre o primeiro e o segundo ano de idade, as crianças têm consciência de que a bexiga urinária está cheia.
  • Entre o segundo ou o terceiro ano é quando adquirem a capacidade de controlo da micção. 
  • Ã por volta dos quatro anos que quase todas as crianças adquirem um padrão miccional adequado a partir de um treino que lhes permite reterem a urina por períodos de tempo cada vez mais prolongados.
  • Em diferentes partes deste processo podem-se adquirir padrões miccionais incorrectos.
 
Cada criança tem o seu próprio desenvolvimento maturativo, que há que respeitar, e os pais devem ser pacientes para não interferirem nele. Este processo pode dar-se até aos cinco ou seis anos e não é considerado nenhum problema médico ou psicológico.
 
Por volta dos seis anos de idade (cinco anos nas raparigas e sete nos rapazes), a falta de controlo do esfíncter vesical designa-se por enurese, que pode ser nocturna, diurna ou ocorrer conjuntamente.
 
Habitualmente, a sua causa é funcional, ou seja, não se deve a uma anomalia orgânica.
 
A enurese pode coexistir com diversos processos médicos ou psiquiátricos, embora essa associação seja pouco frequente.

Se o controlo dos esfíncteres se prolongar no tempo e, além disso, os pais se mostrarem pouco compreensivos ou for motivo de troça por parte de amigos, pode vir a afectar a auto-imagem da criança, dando lugar a uma baixa auto-estima e a alterações emocionais.

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